Câncer de mama: quimioterapia reduzida é um risco

23 de agosto de 2005 • 23h54 • atualizado às 23h54

Ao contrário do que algumas correntes acreditam, administrar doses reduzidas de quimioterapia nas mulheres obesas com câncer de mama é um risco. A informação consta de com estudo divulgado nesta quarta-feira na versão eletrônica da revista britânica The Lancet.

Esta prática bastante freqüente pelo medo dos efeitos tóxicos particulares neste grupo não tem bases sólidas, afirma o estudo de uma equipe internacional dirigida pelo doutor Marco Colleoni, do Instituto Europeu de Oncologia de Milão, na Itália.

A pesquisa, que trabalhou com um grupo de 249 mulheres obesas, mostra que 97 delas receberam menos de 85% da dose prevista pelo protocolo do tratamento.

As pacientes, cujos tumores não apresentavam receptores ao estrogênio (característica levada em conta pelos oncologistas) e que receberam 85% ou mais da dose preconizada em sua primeira cura, tiveram uma sobrevivência sem recaídas e de conjunto melhor do que as que receberam menos de 85% da dose de quimioterapia recomendada.

Já nas mulheres que deram positivo para estes receptores, a administração de doses inferiores às recomendadas parece não ter conseqüências negativas.

AFP - Todos os direitos de reprodução e representação reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »