Chocolate amargo diminui pressão alta, diz estudo

18 de julho de 2005 • 22h36 • atualizado às 22h57

Um estudo, publicado pela Associação Americana do Coração, nos Estados Unidos, concluiu que o chocolate amargo ajuda a baixar a pressão sangüínea. Segundo a pesquisa, os flavonóides, um tipo de substância encontrada no chocolate, ajudam as veias a trabalhar melhor, reduzindo talvez o risco de surgirem doenças do coração.

"Estudos anteriores indicam que as comidas ricas em flavonóides, entre as quais frutas, vegetais, chá, vinho tinto e chocolate, podem oferecer benefícios cardiovasculares", afirmou Jeffrey Blumberg, da Universidade Tufts (EUA).

"Mas este é um dos primeiros testes clínicos a analisar especificamente o efeito do chocolate amargo na redução da pressão sanguínea entre pessoas hipertensas", afirmou o cientista, que comandou a pesquisa.

Blumberg e pesquisadores da Universidade de L'Aquila (Itália) estudaram dez homens e dez mulheres com pressão alta. Durante 15 dias, metade deles comeu uma barra de 100 gramas de um chocolate amargo especial, rico em flavonóides, enquanto outra metade comeu a mesma quantidade de chocolate branco. Depois, os grupos inverteram a dieta.

"O chocolate branco, que não possui flavonóides, era o alimento de controle perfeito porque contém todos os outros ingredientes e as calorias encontradas no chocolate amargo", disse Blumberg.

"É importante notar que o chocolate que usamos possui uma grande quantidade de flavonóides. A maior parte dos norte-americanos come chocolate ao leite, que não possui uma grande concentração de flavonóides."

Segundo o estudo, ao comer o chocolate amargo, os hipertensos apresentaram uma redução de 12 milímetros de mercúrio (mmHg) na pressão sistólica (o número mais alto na medição da pressão) e de 9 milímetros de mercúrio na pressão diastólica (o número mais baixo). A dieta de chocolate branco não provocou alterações na pressão sanguínea.

O consumo do chocolate amargo também parece ter melhorado o desempenho da insulina, reduzindo em cerca de 10% a concentração da lipoproteína (o colesterol "ruim").

Segundo Blumberg, o estudo não significa que as pessoas devem comer mais chocolate, apenas sugere que os flavonóides do cacau parecem beneficiar as funções vasculares e a sensibilidade à glicose.

Os cientistas ainda não possuem dados suficientes para fazer recomendações específicas para os doentes. E os nutricionistas repetem freqüentemente que as pessoas devem ter cuidado ao consumir chocolate, um alimento que possui bastante gordura, açúcar e calorias.

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