A privação do sono possibilitou que os filhotes nadassem mais vezes para a superfície |
"De alguma forma, esses mamíferos marinhos acharam uma maneira de lidar com a privação de sono, facilitando em vez de prejudicando uma fase crucial para o desenvolvimento de seus descendentes", afirmou Jerome Siegel, neurocientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), em comunicado.
Siegel e seus colegas afirmaram que o padrão de desenvolvimento que eles descobriram nos golfinhos e nas baleias é diferente daquele de outros animais. Conforme os filhotes de ambas as espécies crescem, eles dormem cada vez mais, até atingir os níveis adultos.
"Seus corpos encontram uma maneira de lidar com isso, oferecendo evidência de que o sono não é necessário para o desenvolvimento e levantando a questão da possibilidade de humanos e outros mamíferos possuírem um potencial psicológico não usado para enfrentar a falta de sono", disse Siegel.
Os cientistas, que publicaram suas descobertas na revista Nature, acreditam que a falta de sono nos recém-nascidos traz várias vantagens. O movimento constante reduz o perigo dos predadores e ajuda a manter a temperatura corporal dos animais até o desenvolvimento de maior massa e gordura. A privação do sono também possibilitou que os filhotes nadassem para a superfície frequentemente para respirar e ajudou no desenvolvimento do corpo e do cérebro.
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