Fraser acredita que mulheres que não consumirem soja no período fértil terão mais chances de engravidar. Segundo a professora, até mesmo doses minúsculas do alimento no organismo feminino podem prejudicar a fecundação.
A genisteína está presente em todos os produtos que contêm soja, ingrediente abundante nas dietas vegetarianas. Segundo a cientista, a substância detona uma reação no esperma, fazendo com que ele "amadureça" antes do tempo. Dessa forma, quando chega ao óvulo, o esperma que entrou em contato com a genisteína já perdeu a capacidade de fecundá-lo.
Ela explica que não faria sentido tirar a soja da dieta masculina porque, quando ainda está no corpo do homem, não há nada a ser fertilizado. Segundo Fraser, o esperma humano se mostrou muito mais sensível à genisteína do que o esperma de ratos.
Ela disse que é difícil calcular que quantidade de soja seria seguro consumir sem afetar a fertilidade. "Não é uma questão de parar completamente de comer produtos contendo soja. Mas pode ser melhor para uma mulher evitá-los por alguns dias enquanto ela estiver ovulando."
Trabalhos anteriores de Fraser indicaram que substâncias semelhantes à genisteína - como o lúpulo, encontrado na cerveja - podem prejudicar a fertilidade. Por isso, ela recomenda que mulheres que queiram engravidar também evitem tomar cerveja. Todas essas substâncias enfraquecem o estrógeno, mas Fraser não acredita que o seu efeito no esperma seja o mesmo que acontece no hormônio feminino.
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