Um arqueólogo britânico e outro alemão descobriram indícios da fabricação de vidro no Egito há mais de 3,25 mil anos, revelou a revista americana Science nesta quinta-feira.
A descoberta, em Qantir-Piramesses, na margem oriental do delta do Nilo, revela que a Mesopotâmia não foi a única a fabricar vidro na antigüidade, destacaram os arqueólogos Thilo Rehren, do Colégio Universitário de Londres, e Edgar Pusch, do Museu Pelizaeus de Hildesheim, Alemanha.
Os objetos descobertos no sítio arqueológico, ao que parece uma grande fábrica, revelam que materiais como pó de quartzo, carbonato e outros elementos eram misturados e aquecidos em recipientes.
Na fase seguinte, o vidro era tingido - geralmente de vermelho - e colocado em recipientes especiais, antes de ser transformado em lingotes, que seguiam para outras fábricas.
Na terceira fase, os lingotes eram aquecidos e transformados em objetos decorativos, frascos para perfumes e pequenas garrafas para outros líquidos, segundo os arqueólogos. O objeto de vidro mais antigo conhecido tem 3,5 mil anos.
AFP
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