Bush condena pesquisa com células-tronco da Coréia

20 de maio de 2005 • 12h57 • atualizado às 12h57

O presidente dos EUA, George W. Bush, condenou hoje a obtenção de células-tronco a partir de embriões clonados na Coréia do Sul e deixou muito claro que vetará qualquer proposta que permita esse tipo de práticas. "Estou preocupado com um mundo em que a clonagem seja aceita", disse Bush em declarações à imprensa depois de uma reunião com o primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen.

O presidente fez estes comentários em resposta a uma pergunta sobre a experiência dos cientistas sul-coreanos que conseguiram isolar as primeiras linhagens de células-tronco embrionárias e adaptadas ao DNA de pacientes, um sucesso que qualificaram como um novo passo para o transplante desse tipo de células em seres humanos. Esse tipo de intervenção cirúrgica em que são utilizadas células-tronco embrionárias ajudará a substituir células danificadas por doenças degenerativas e incuráveis como o mal de Parkinson e o diabetes, assinalaram.

Bush, embora não tenha mencionado o caso de Seul, ressaltou que, se alguém faz uma proposta legislativa que elimine as restrições atuais a pesquisa com células-tronco, a vetará. O governante lembrou também que já comunicou ao Congresso sua rejeição a destinar dinheiro dos contribuintes americanos "para promover ciência que destrói a vida em lugar de salvá-la".

Suas declarações ocorrem pouco depois que um porta-voz da Casa Branca definisse a investigação realizada em Seul como algo que "representa exatamente o que rejeitamos". O porta-voz, Trent Duffy, ressaltou também que, chegado o caso, o presidente recorreria ao veto, um recurso que ainda não utilizou em nenhum caso desde que está à frente da Casa Branca.

Alguns legisladores já propuseram modificar as normas atuais e ampliar os fundos destinados a investigar as células-tronco embrionárias, como meio de agilizar a busca de tratamentos e curas de doenças, até agora, incuráveis.

No entanto, o governo de Bush, apoiado pelos setores mais conservadores e religiosos dos EUA, se nega a ampliar as 22 linhas deste tipo de células que agora estão permitidas para investigação, por considerar que isso suporia a destruição de um ser vivo.

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