Atualizada às 17h09
Uma equipe de arqueólogos franceses descobriu as ruínas da sede de um "conselho consultivo" da dinastia grega dos Ptolomeus, na província de Al-Faiyum, cerca de 100 quilômetros ao sudoeste de Cairo.
A descoberta foi realizada na área de Um Al-Bureigat, perto do templo ptolomeu do deus crocodilo Sobek, situado na que foi a cidade de Teptunis, importante centro religioso e econômico do período ptolomeu, disse Sabri Abdelaziz, do Conselho Supremo de Antigüidades (CSA).
O secretário-geral da instituição, Zahi Hawas, ressaltou que as ruínas faziam parte de um edifício que também era usado para administrar os assuntos da região e realizar outras reuniões.
O lugar, construído com barro, é um grande recinto quadrado, em cujo interior se encontraram três esteiras de pedra caliça com inscrições esculpidas, e um conjunto de utensílios domésticos fabricadas de madeira e cerâmica, precisou Hawas. Os arqueólogos franceses também acharam estatuetas de terracota, caldeiras e moedas metálicas", especificou Hawas.
A dinastia dos Ptolomeus, que governou o Egito de 332 a.C até 30 d.C, foi estabelecida pelo lugar-tenente de Alexandre Magno, o general Ptolomeu, e desapareceu com a morte da famosa rainha Cleópatra, que foi vencida pelas tropas do Império Romano.
A polícia egípcia apreendeu 127 talismãs de divindades da época faraônica que um alfaiate e um operário vendiam, informaram hoje fontes policiais locais. As fontes disseram que o operário, identificado como Hani Gibril, 28 anos, foi detido na região das três grandes Pirâmides de Giza, onde tentava vender as peças arqueológicas aos turistas estrangeiros. Gibril confessou à polícia que as relíquias lhe tinham sido passadas pelo alfaiate Abdelnaser Ahmed, 41 anos, em cuja casa os agentes de segurança encontraram os talismãs que representam Yahuti (deus da sabedoria e da verdade), Set (deus do mal) e Bastet, a deusa faraônica representada em forma de gato.
Ahmed disse à polícia que tirou as antiguidades de uma escavação na localidade de Badrachin, cerca de 17 quilômetros das Pirâmides de Giza. Os dois presos também estavam 53 moedas de bronze da época romana.
EFE
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