A pesquisa também determinou que a atividade permanente aumenta a capacidade de aprendizagem dos roedores e reduz a formação de placas de proteína beta-amilóide no cérebro, um indício característico do mal de Alzheimer.
As conclusões do estudo reafirmam as teorias de que o estilo de vida das pessoas, incluindo sua atividade intelectual, tem uma relação direta com o desenvolvimento da doença.
Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, liderados pelo neurologista Paul A. Adlard, realizaram o estudo com fundos do Instituto Nacional de Geriatria e do Departamento de Saúde e Serviços Sociais dos EUA.
A pesquisa usou ratos transgênicos que começavam a desenvolver sintomas do mal de Alzheimer. Os ratos foram postos em gaiolas onde havia rodas para correr por períodos de um e de cinco meses, enquanto outros foram mantidos em situação sedentária. Depois, foram colocados em labirintos para que fosse determinada a rapidez com aprenderam o caminho e a capacidade de reter a informação.
Os que fizeram exercício durante cinco meses demoraram muito menos que os sedentários para percorrer o labirinto. Depois, os investigadores examinaram o tecido cerebral dos ratos para analisar os níveis da proteína beta-amilóide.
Na comparação, o tecido dos roedores que fizeram exercício tinha um número muito inferior de plaquetas e menos fragmentos da proteína. "Estes resultados sugerem que o exercício pode causar uma mudança na metabolização da proteína amilóide", afirmou Stephen Snyder, diretor de Etiologia do Instituto Nacional de Geriatria.
"Este estudo nos diz que o desenvolvimento desses depósitos pode ser reduzido e possivelmente eliminado através do exercício, pelo menos com ratos", acrescentou.
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