A Unesco ameaçou em 2003 incluir Machu Picchu em sua lista de lugares que correm perigo, após especialistas considerarem que o turismo sem restrições e os deslizamentos de terra haviam deteriorado o sítio arqueológico mundialmente famoso.
"Hoje (terça-feira) vamos emitir o Plano Mestre Machu Picchu à Unesco, como se comprometeu o governo peruano para zelar pela conservação do patrimônio", disse a diretora do Instituto Nacional de Cultura do Peru, María Elena Córdova. "Machu Picchu está em uma zona que oferece risco permanente de deslizamentos sérios em épocas de chuvas, que podem colocar sob risco o patrimônio, mas isso não significa que a região esteja desmoronando como alguns disseram", acrescentou.
Cerca de 2,5 mil pessoas visitam diariamente Machu Picchu, uma região construída durante o império dos incas há 500 anos, com casas, prisões, centros de cerimônias e homenagem ao sol e à lua e um cemitério.
"O investimento do plano é de US$ 132,5 milhões para cuidar não apenas das ruínas mas também do chamado Caminho Inca", disse a diretora do Instituto Nacional de Cultura.
O projeto busca promover o desenvolvimento e o turismo sustentável no vale Vilcanota, onde ficam as ruínas, a 1,2 mil quilômetros a sudeste de Lima, entre os Andes e a selva. O plano irá se focar também nas condições urbanas do chamado Machu Picchu Pueblo.
Esta é uma cidade não planificada, construída precariamente do lado de um rio, perto do sítio arqueológico, servindo de porta de entrada a Machu Picchu, que vem crescendo velozmente na última década. Atualmente comporta cerca de 3,5 mil habitantes e mil turistas por dia.
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