Ao mesmo tempo, mais de cem familiares e portadores de deficiências que podem se beneficiar com as pesquisas fizeram manifestações no Salão Verde da Câmara pedindo a aprovação da matéria. Jovens contrários às pesquisas com células embrionárias também aproveitaram para se manifestar.
O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bisposdo Brasil (CNBB), Odilo Scherer, foi um dos primeiros a ser recebido pelo presidente da Câmara. A Igreja Católica condena as pesquisas com células-tronco embrionárias. "Somos a favor da vida. Nos preocupamos que a vida possa ser respeitada plenamente, no primeiro instante da sua existência. Isso é, desde a fecundação", afirmou. Segundo o secretário da CNBB, o presidente da Câmara também está preocupado com a questão, mas garantiu que vai cumprir o regimento e colocar a matéria em votação.
A bancada evangélica, por outro lado, ainda não fechou questão sobre as células-tronco embrionárias. Embora a maioria seja contrária às pesquisas, os 16 parlamentares que fazem parte da Igreja Universal do Reino de Deus decidiram votar a favor da lei de Biossegurança. "A frente evangélica é contra, mas não representa a maioria dos evangélicos. Impedir essas pesquisas é ser contrário à vida. A frente rachou", disse o deputado Jorge Pinheiro (PL-DF).
O projeto de lei de Biossegurança aprovado pelo Senado permite os estudos científicos de células-tronco embrionárias humanas sob certas condições. Os embriões têm que ser produzidos por fertilização in vitro e só podem ser utilizados depois de congelados por pelo menos três anos ou se forem inviáveis para a implantação no útero. Como foi modificado, o projeto voltou para a Câmara para ser reavaliado.
Agência Brasil