Para realizar este relatório, os especialistas mediram os níveis de nicotina presentes em lugares públicos de cidades de distintos países e concluíram que as normas que estabelecem as áreas de fumantes e não fumantes não são eficazes. "As áreas de não fumantes têm uma concentração menor de nicotina que as de fumantes, mas o nível de nicotina não é zero", o que indica que os efeitos do tabaco também são sentidos nas áreas onde é proibido fumar, ressalta o estudo.
O estudo indica que "a nicotina está presente até em colégios e universidades", mas que os níveis mais altos desta substância são encontrados em bares, discotecas e restaurantes.
Os especialistas também analisaram o comportamento dos fumantes e estabeleceram que as pessoas viciadas tendem a minimizar seus efeitos. Segundo este estudo, muitos fumantes não estabelecem nenhuma conexão entre o número de cigarros consumidos e o risco de desenvolver um câncer de pulmão.
Estas conclusões foram elaboradas analisando a presença do tabaco em várias cidades, entre elas Barcelona, Viena, Paris, Atenas, Florença, Porto (Portugal) e Orebro (Suécia).
Vários países, como a Irlanda, proibiram o fumo em lugares públicos para proteger os fumantes passivos. A Inglaterra, seguindo esta política, quer estabelecer a mesma proibição nos próximos anos.
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