Fumaça de boate equivale a convívio com fumante

24 de fevereiro de 2005 • 09h34 • atualizado às 09h34

A exposição aos efeitos do tabaco a que é submetida uma pessoa que passa quatro horas dançando em uma discoteca é similar à de um indivíduo que convive com um fumante durante um mês, segundo um estudo publicado na revista Tobacco Controle.

Para realizar este relatório, os especialistas mediram os níveis de nicotina presentes em lugares públicos de cidades de distintos países e concluíram que as normas que estabelecem as áreas de fumantes e não fumantes não são eficazes. "As áreas de não fumantes têm uma concentração menor de nicotina que as de fumantes, mas o nível de nicotina não é zero", o que indica que os efeitos do tabaco também são sentidos nas áreas onde é proibido fumar, ressalta o estudo.

O estudo indica que "a nicotina está presente até em colégios e universidades", mas que os níveis mais altos desta substância são encontrados em bares, discotecas e restaurantes.

Os especialistas também analisaram o comportamento dos fumantes e estabeleceram que as pessoas viciadas tendem a minimizar seus efeitos. Segundo este estudo, muitos fumantes não estabelecem nenhuma conexão entre o número de cigarros consumidos e o risco de desenvolver um câncer de pulmão.

Estas conclusões foram elaboradas analisando a presença do tabaco em várias cidades, entre elas Barcelona, Viena, Paris, Atenas, Florença, Porto (Portugal) e Orebro (Suécia).

Vários países, como a Irlanda, proibiram o fumo em lugares públicos para proteger os fumantes passivos. A Inglaterra, seguindo esta política, quer estabelecer a mesma proibição nos próximos anos.

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