Uma equipe de especialistas pretende anunciar em março se os mais recentes resultados de exames feitos no corpo mumificado de Tutancamon irão fornecer evidências para a teoria de que o jovem faraó foi assassinado.
Zahi Hawass, chefe do Conselho Supremo para Antiguidades do governo egípcio, disse que os resultados de um exame de alta tecnologia realizado na múmia ajudarão a explicar uma rachadura no crânio, que levou à teoria do assassinato.
"Esse buraco no crânio, as pessoas falaram muito sobre ele, precisamos dizer ao público e aos estudiosos o que ele é de fato e portanto precisamos de tempo", observou Hawass. "Estamos finalizando os exames e o anúncio será no início de março."
Apesar de os tesouros e artefatos da tumba do faraó terem viajado pelo mundo, o corpo mumificado dele foi examinado em detalhes apenas quatro vezes desde que o arqueólogo britânico Howard Carter surpreendeu a todos com a descoberta da tumba intacta de Tutancamon, em 1922.
Em janeiro, o corpo mumificado passou por sua primeira tomografia computadorizada, que usa equipamento especial de raio X para obter imagens de diferentes ângulos do corpo.
Os arqueólogos abriram o caixão pela última vez em 1968, quando um raio X revelou o fragmento no crânio, o que levou à teoria de que o rei teria sido assassinado com um golpe na cabeça.
Tutancamon governou durante um período turbulento e confuso da história egípcia, começando pouco depois da morte do faraó monoteísta Akenaton, em 1362 a.C., que pode ter sido seu pai. Tutancamon morreu quando chegava à idade adulta.
Reuters
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