Antigo Egito

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Quinta, 17 de fevereiro de 2005, 16h42

Relatório sobre morte de Tutancamon sairá em março

Uma equipe de especialistas pretende anunciar em março se os mais recentes resultados de exames feitos no corpo mumificado de Tutancamon irão fornecer evidências para a teoria de que o jovem faraó foi assassinado.

Zahi Hawass, chefe do Conselho Supremo para Antiguidades do governo egípcio, disse que os resultados de um exame de alta tecnologia realizado na múmia ajudarão a explicar uma rachadura no crânio, que levou à teoria do assassinato.

"Esse buraco no crânio, as pessoas falaram muito sobre ele, precisamos dizer ao público e aos estudiosos o que ele é de fato e portanto precisamos de tempo", observou Hawass. "Estamos finalizando os exames e o anúncio será no início de março."

Apesar de os tesouros e artefatos da tumba do faraó terem viajado pelo mundo, o corpo mumificado dele foi examinado em detalhes apenas quatro vezes desde que o arqueólogo britânico Howard Carter surpreendeu a todos com a descoberta da tumba intacta de Tutancamon, em 1922.

Em janeiro, o corpo mumificado passou por sua primeira tomografia computadorizada, que usa equipamento especial de raio X para obter imagens de diferentes ângulos do corpo.

Os arqueólogos abriram o caixão pela última vez em 1968, quando um raio X revelou o fragmento no crânio, o que levou à teoria de que o rei teria sido assassinado com um golpe na cabeça.

Tutancamon governou durante um período turbulento e confuso da história egípcia, começando pouco depois da morte do faraó monoteísta Akenaton, em 1362 a.C., que pode ter sido seu pai. Tutancamon morreu quando chegava à idade adulta.

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