Este ano, a Organização Mundial da Saúde, o Fundo Mundial de Combate à Aids, Tuberculose e Malária e outros grupos recomendaram a troca para drogas baseadas na artemísia, as ACTS. A mudança veio depois que o jornal médico Lancet acusou os grupos de tratamento inadequado dos pacientes, criticando-os por continuar aprovando e financiando o uso de drogas ultrapassadas e menos eficazes nos países pobres.
"A OMS recomendou o medicamento em 2001, mas os países não fizeram a troca até o Fundo Global anunciar este ano que não ia patrocinar mais medicamentos ultrapassados a não ser que sua eficácia fosse comprovada", disse Andrea Bosman, chefe da equipe de controle da OMS.
Os cientistas chineses haviam descoberto o poder da erva Artemisia annua no tratamento da Malária nos anos 70, depois que o governo pediu que encontrassem uma droga para proteger os soldados. Testaram centenas de ervas usadas há séculos na tradicional medicina chinesa até Tu Youyou, hoje diretor do Centro de Pesquisa Médica Qinghao da Academia de Medicina Tradicional Chinesa, descobrir o ingrediente na planta que combate a Malária.
A China começou a exportar a droga em pequena quantidade para alguns países, a maioria da África subsaariana nos anos 80. Testes mostraram mais tarde que a droga poderia curar a maioria dos pacientes em três dias se combinada a outro medicamento contra malária.
Especialistas chineses acreditam que esta é a grande chance esperada pela medicina tradicional chinesa de ser aceita pela comunidade internacional. "Há muitas outras ervas chinesas, mas elas simplesmente não foram testadas no processamento químico e não houve estudos científicos sobre seu potencial", afirmou Yan Xiaohua, presidente da Guilin Pharmaceutical Co., que usa as ervas para fazer pílulas contra a malária.
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