Fabrícia Lins, 34 anos, transformou seu estilo de vida ao descobrir que era soropositiva, em 2000. "Eu só pensava em shopping, na cor mais bonita para o meu cabelo no próximo verão. Mudei a forma de ver o mundo. Trabalho com a sociedade, quero ajudar outras pessoas", conta a pedagoga, que vive em Recife (PE). "Para a mulher, é mais complicado saber que tem o vírus. Isso derruba e, quando se está fragilizada, é muito mais difícil conviver com a aids", ensina.
Fabrícia soube da doença no hospital. "No início, eu estava em tratamento para curar uma pneumonia. Cheguei a ficar com 38 quilos", lembra a pedagoga, que tem 1m52cm. Hoje, ela pesa 46 quilos. "Eu via apenas dois caminhos: ou me revoltar e morrer, ou levantar e trabalhar".
O uso de preservativo sempre é a principal bandeira defendida por Fabrícia: "A mulher confia no seu parceiro, depende dele. Mas a aids chega dentro de casa. Preservativo é fundamental", ensina. Outra batalha da pedagoga é junto a portadoras de HIV. "Muitas mulheres têm pouca informação, acabam se escondendo, não vão ao médico. Esta é outra realidade grave, que procuro reverter".