Um estudo recente (Trivham) da Novartis revelou que 78% dos pacientes hipertensos não controlados com a combinação dupla de medicamentos atingiram as metas com o uso da combinação tripla de valsartana, hidroclorotiazida e anlodipino, compostos do recém lançado Diovan Triplo. O estudo mostrou que houve uma redução adicional de até 36,7 mmHg nos índices pressóricos em relação à combinação dupla, comprovando a eficácia superior do novo medicamento.
Desenvolvido em 15 diferentes centros brasileiros, envolvendo 340 pacientes adultos com diagnóstico de hipertensão arterial pertencentes a diferentes grupos de risco cardiovascular, o estudo Trivham foi utilizado como referência para a aprovação da primeira e única combinação tripla no Brasil. Os dados do estudo brasileiro possibilitaram o pioneirismo do país nesse lançamento. Nos EUA, por exemplo, o medicamento, já aprovado pela agência reguladora norte americana - FDA, deve chegar às farmácias apenas no segundo semestre de 2009.
Vantagens da combinação tripla
Vinte e cinco por cento dos pacientes hipertensos em tratamento com a combinação dupla de anti-hipertensivos não conseguem controlar a pressão - daí a necessidade de três diferentes tipos de anti-hipertensivos para atingir a meta pressórica.
Atualmente, a utilização de combinações de três compostos já é citada na literatura médica brasileira e de outros países como uma das formas para o controle da hipertensão arterial de difícil controle. Segundo as diretrizes européias, por exemplo, essa prática já é considerada a segunda etapa no tratamento da hipertensão. Nesse sentido, Diovan Triplo poderá trazer mais potência e adesão ao tratamento, uma vez que une três compostos em dois comprimidos de administração uma vez ao dia.
É bom saber sobre a hipertensão arterial:
- 1 bilhão de pessoas no mundo têm hipertensão
- No Brasil, há aproximadamente 30 milhões de hipertensos, com prevalência em mulheres e homens de 24,4% e 18,4%, respectivamente
- A doença e suas conseqüências são consideradas as maiores causas de morte no mundo
- Uma série de fatores podem levar uma pessoa a desenvolver hipertensão. Alguns são inerentes, como hereditariedade, e outros podem ser controlados, como tabagismo, sedentarismo e obesidade
- Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), os valores de 120x80 mmHg são considerados ótimos; 130x85 mmHg limítrofes; e a partir de 140x90 mmHg é caracterizada a hipertensão
- Por ser uma doença crônica, não tem cura. É também considerada silenciosa, pois seus sintomas não se manifestam nos estágios iniciais e seu desenvolvimento é lento, o que retarda o diagnóstico
- Os níveis de pressão arterial elevados estão diretamente associados ao aumento da incidência de acidente vascular cerebral (AVC), de insuficiência renal (a hipertensão é a segunda maior causa de insuficiência renal terminal) e de insuficiência vascular periférica.
JB Online