Busca de vida em outro planeta será a grande pesquisa mundial

04 de agosto de 2009 • 06h32 • atualizado às 09h59

A Assembleia Geral da União Astronômica Internacional (IAU), realizada a cada três anos, será aberta oficialmente hoje (4) no Rio de Janeiro. Para o astrofísico Carlos Henrique Veiga, do Observatório Nacional, a procura de vida fora do sistema solar e a presença de água serão a grande pesquisa nos próximos dez anos.

"A grande pesquisa será a busca por planetas como a Terra em outras estrelas. Acho que a grande discussão vai ser em torno de água fora do sistema solar, ou mesmo dentro do sistema solar", disse Veiga. O observatório é  uma das entidades coordenadoras do  simpósio Impacto da Variabilidade Estelar e Solar na Terra e Planetas, que ocorre até o próximo dia 7 como parte do encontro da IAU.

Carlos Veiga  destacou que a assembleia é importante pelas consequências e conceitos que pode gerar. Na  última edição do evento, realizada em Praga, na República Tcheca, por exemplo, foi decidido que Plutão seria excluído da família dos grandes planetas e passaria a integrar um grupo de menor porte.

A pesquisa em busca de vida e água em outros planetas tem especial interesse para a Terra no momento em que ela sofre os efeitos do aquecimento global. "A gente está percebendo que o planeta está esgotando suas fontes de sobrevivência. A água não vai durar muito. O ar é altamente poluído. E tudo isso pode acabar em uma catástrofe daqui a 200, 300 anos".

A idéia,  disse Veiga, é programar para que se possa enviar pessoas a outro lugar em que existam condições de vida, como satélites numa lua de Saturno. Esse é um dos principais assuntos que serão tratados na IAU por cerca de 2 mil representantes de todo o mundo. No Observatório Nacional, 80% dos pesquisadores do Departamento de Astronomia estão envolvidos com a meta de encontrar água em outros sistemas solares.

Coordenador da Divisão de Atividades Educacionais do observatório, Carlos Henrique Veiga explicou que um dos objetivos é atrair a juventude brasileira para as ciências exatas, de modo que ela comece a pensar nesses problemas.  

 "Passar o conhecimento para eles, informar o que está acontecendo de uma forma correta e precisa, de maneira que esses estudantes novos sejam atraídos para todas as áreas do conhecimento científico, de modo que a gente possa pensar cada vez mais sobre a questão da sobrevivência do ser humano em outro planeta, em outra estrela. Esse é um pensamento  para daqui a 100, 200 anos. Mas, se a gente não começar a pensar agora, vai ser muito tarde", afirmou.

A Assembléia Geral da IAU será realizada no Centro de Convenções Sul América, na Cidade Nova.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agência Brasil
 
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