Paleontólogos argentinos descobrem "Megapiranha" de 1 m

17 de julho de 2009 • 17h24 • atualizado às 20h43

Paleontólogos argentinos descobriram os restos de um antepassado das piranhas que viveu há oito milhões de anos e que teria comprimento de um 1 m, segundo informou nesta sexta-feira a imprensa local. O achado, relacionado à espécie Megapiranha paranensis, permaneceu durante quase um século sem identificação no museu da cidade de La Plata, a 60 km de Buenos Aires.

Os restos se tratam de uma dentadura-fóssil, tão horripilante como a das atuais piranhas, que os cientistas resgataram do esquecimento, estudaram e identificaram que fazia parte de um antigo peixe que habitava o rio Paraná. "Este material foi recoletado há 100 anos da cidade de Paraná", disse Alberto Cione, da Divisão Paleontologia de Vertebrados do Museu de La Plata, em declarações ao diário La Nación, de Buenos Aires.

Os pesquisadores acreditam que o fóssil pertence ao "elo perdido" na evolução entre os pacus e as atuais piranhas, que são espécies próximas. "Os pacus, cuja alimentação está baseada em vegetais, têm uma dentição preparada para triturar vegetais duros, com duas fileiras de dentes arredondados. As piranhas têm uma dieta principalmente carnívora e, por isso, seus dentes são comprimidos e triangulares, serrados e bem acentuados, em somente uma fileira", explicou Cione.

No fóssil, os dentes internos da "megapiranha" do Paraná "estão intercalados entre os dentes externos, como em ziguezague". "Os dentes da espécie estão em uma zona intermediária na relação entre pacus e piranhas, mas não só em termos de posição. São mais comprimidos que os do pacu e já possuem bordas serrantes e afiadas", completou o especialista.

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