Estudo: vida social ativa pode beneficiar capacidade motora

01 de julho de 2009 • 09h52 • atualizado às 10h03

É bem sabido que os adultos mais velhos que optam por manter vidas sociais mais ativas apresentam maior probabilidade de preservar uma capacidade intelectual mais aguda. Mas uma nova pesquisa sugere que também é provável que sofram declínios menos acentuados em capacidades motoras tais como a força, a velocidade e a destreza.

Pesquisadores que acompanharam a situação de saúde de 900 pessoas moradoras de casas de repouso e em outros ambientes constataram que os participantes cujas vidas envolviam mais atividade social experimentam os menores declínios em termos de capacidade motora. O artigo em que descrevem suas constatações saiu na revista Archives of Internal Medicine.

Os pesquisadores, dirigidos pelo Dr. Aron Buchman, do Centro Médico da Universidade Rush, realizaram exames regulares em cada um dos participantes voluntários do estudo por um período de cinco anos.

Os pesquisadores aplicaram uma série de testes para determinar a capacidade motora dos participantes, considerando a força de seus braços e pernas e sua capacidade de caminhar e executar outras tarefas. Os voluntários também tinham de responder a questionários nos quais forneciam informações sobre suas atividades sociais.

Embora a situação das capacidades motoras de um participante tivesse influência prévia sobre sua capacidade de envolvimento social, o Dr. Buchman afirmou que o estudo havia encontrado indicações de que o reverso também é verdade.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
 
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