Rede de voluntários ajuda em pesquisas sobre o clima nos EUA

29 de junho de 2009 • 17h17 • atualizado às 18h28
Medidores de chuva instalados em casas alertarão possíveis inundações decorrentes das chuvas no Estado do Colorado Foto: The New York Times
Medidores de chuva instalados em casas alertarão possíveis inundações decorrentes das chuvas no Estado do Colorado
29 de junho de 2009
Foto: The New York Times

Caso algum dos temporais ferozes que costumam caracterizar o mês de junho se desenvolva em tempestade mais grave e venha a resultar em ameaça mais séria de inundação, os moradores do Colorado contarão com um serviço de alerta antecipado acionado por uma ampla rede de 1,2 mil voluntários espalhados pelo Estado. Os participantes da rede permitiram que fossem instalados nos terrenos de suas casas uma série de medidores de chuva.

Uma rede de avaliação da chuva, chuva de granizo e neve que está em operação em 46 Estados norte-americanos sob a coordenação da Universidade Estadual do Colorado recebeu mais de 800 relatórios instantâneos sobre as precipitações acontecidas em um recente dia de chuva de junho.

A Rede Colaborativa Comunitária para a Chuva, Granizo e Neve, apesar de seu nome desajeitado, oferece aos pesquisadores do clima dados inestimáveis sobre a tendências climáticas práticas.

A rede distribuída por 46 Estados espera estender suas atividades a mais três do Estados norte-americanos este ano, elevando seu total de monitores voluntários dos padrões de precipitação a 14,5 mil pessoas em todo o país.

Quando os voluntários saem aos quintais de suas casas em meio a fortes temporais a fim de verificar o nível registrado nos medidores de chuva, quaisquer resultados definidos como perigosos que eles encontrem são encaminhados imediatamente aos escritórios do Serviço Nacional de Meteorologia nas áreas sob ameaça.

E boa parte desse esforço deriva do sentimento de culpa persistente que Nolan Doesken, um climatologista da Universidade Estadual do Colorado, continua a sentir devido a uma devastadora inundação acontecida em 1997 em Fort Collins, Colorado, a sede da universidade. Cinco pessoas morreram quando as ruas da cidade foram inesperadamente tomadas pela água de uma inundação.

Doesken afirmou que estava ciente de que as chuvas do dia eram pesadas no bairro em que vive, mas não entrou em contato com as autoridades para reportar o fato - e nenhum outro morador local o fez, tampouco.

O Serviço Nacional de Meteorologia dispunha de imagens de radar que mostravam sérias concentrações de chuva ao longo do dia, mas não estimava que o temporal que desabaria sobre Fort Collins viesse a se provar pior do que as demais tempestades que estava acompanhando, afirma Doesken.

Caso houvesse um sistema de informação sobre a intensidade da chuva operando em tempo real na cidade, o Serviço Nacional de Meteorologia e as autoridades policiais poderiam ter lançado alertas mais urgentes quanto à ameaça de inundação. Agora, Doesken se preocupa menos, porque sabe que conta com uma rede de voluntários dedicados para cuidar desse tipo de situação.

"Quando as pessoas sabem que podem realizar uma tarefa simples, sem que precisem sair de casa, e com isso ajudar suas comunidades e a ciência, muita gente se interessa por participar", afirmou o pesquisador.

"Eu gostaria que tivéssemos um número maior de voluntários prontos a reportar sobre a região de Denver a cada manhã", ele disse. "Caso tivéssemos um voluntário a cada dois quarteirões, o número não seria excessivo".

The New York Times
 
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