Americanos reconstroem rosto de múmia egípcia de 3 mil anos

27 de junho de 2009 • 11h47 • atualizado às 11h47
Reconstrução artística do rosto da sacerdotisa Meresamun, que viveu em um templo de Tebas por volta de 800 a.C Foto: Michael Brassell/University of Chicago/Divulgação
Reconstrução artística do rosto da sacerdotisa Meresamun, que viveu em um templo de Tebas por volta de 800 a.C
26 de junho de 2009
Foto: Michael Brassell/University of Chicago/Divulgação

Artistas independentes americanos utilizaram um equipamento em 3D para reconstruir a possível aparência da múmia da sacerdotisa egípcia Meresamun, que viveu há cerca de 3 mil anos. Durante 80 anos, a múmia permaneceu desconhecida em seu sarcófago porque os pesquisadores do Museu Oriental da Universidade de Chicago mantiveram o ataúde lacrado para não danificá-la. Em fevereiro deste ano, uma tomografia computadorizada em um aparelho CT-scan revelou que a múmia era mesmo de Meresamun. As informações são do site científico Live Science.

Meresamun, cantora que viveu em um templo de Tebas (onde hoje fica a cidade de Luxor, no Egito) por volta de 800 a.C, morreu de causas desconhecidas quando tinha cerca de 30 anos. Os pesquisadores criaram modelos digitais em 3D do crânio da mulher com base em tomografias computadorizadas. Em seguida, os dados foram entregues a dois profissionais especializados em arte forense para desenvolver as características faciais da sacerdotisa.

O artista Joshua Harker utilizou uma técnica tradicional e precisa, geralmente usada na identificação de vítimas de crimes, para calcular os contornos do rosto da múmia. Michael Brassell, com experiência em casos de investigação na unidade de desaparecidos da polícia estadual de Chicago, ajudou a finalizar os detalhes do rosto.

"O crânio é a condução da arquitetura facial. Todas as proporções e posições estarão lá, se você souber lê-las", disse Harker. "Mesmo as formas dos lábios, nariz e sobrancelhas podem ser determinadas, se você souber como procurá-las", afirmou o especialista.

Conforme Brassell, a múmia foi submetida ao mesmo método de investigação utilizado em casos de homicídio. "As tomografias ficaram muito claras, tornando mais fácil o trabalho", avaliou. Meresamun era aparentemente alta para a época, tinha olhos grandes e a arcada dentária superior projetada para frente.

"Meresamun foi, até o momento de sua morte, uma mulher muito saudável", explicou Michael Vannier, radiologista da Universidade de Chicago que realizou os exames. O médico disse que alguns indícios encontrados nos ossos indicam que a mulher tinha uma boa alimentação e um estilo de vida ativo.

A reconstrução artística de Meresamun, a múmia e o sarcófago estão expostos no Museu Oriental da Universidade de Chicago até dezembro deste ano.

Redação Terra
 
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