Cientistas criam macacos com proteína fluorescente verde

27 de maio de 2009 • 16h31 • atualizado às 20h13
Cinco exemplares de  Callithrix pygmaea , menor espécie do mundo, receberam a proteína fluorescente verde Foto: AP
Cinco exemplares de Callithrix pygmaea, menor espécie do mundo, receberam a proteína fluorescente verde
27 de maio de 2009
Foto: AP

Uma equipe de cientistas japoneses conseguiu criar macacos transgênicos portadores da proteína fluorescente verde (GFP, na sigla em inglês), o que permite ver com maior clareza a evolução das doenças no organismo.

Os pesquisadores, dirigidos pela diretora do Instituto de Pesquisa Animal de Kawasaki (Japão), Erika Sasaki, conseguiram criar cinco exemplares de Callithrix pygmaea, a menor espécie de macaco do mundo.

Eles serão usados como modelo para diferentes testes clínicos sobre o mal de Parkinson, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ou a doença de Huntington.

Até agora, os modelos mais utilizados para este tipo de pesquisas eram ratos e camundongos, pela capacidade que têm de herdar os genes introduzidos em seu organismo, algo que não tinha sido conseguido até agora nos primatas.

A descoberta, publicada na última edição da revista Nature, promete revolucionar este campo, ao conseguir não só que os cinco macacos apresentem a proteína em seu sistema reprodutivo, mas também que os pequenos saguis sejam capazes de ter descendência que porte esta proteína.

Para conseguir isso, os cientistas injetaram a proteína fluorescente através de vetores virais em 91 embriões de saguis, dos quais nasceram cinco bebês.

Depois, pegaram sêmen de um destes animais e o submeteram a um processo tradicional de fecundação in vitro, a partir do qual nasceram outros dois exemplares portadores de GFP.

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