Água-viva pode ser fatal, alertam autoridades espanholas

27 de abril de 2009 • 19h41 • atualizado às 21h14
Exemplares da caravela portuguesa  Physalia physalis  se aproximam da costa de San Pedro del Pinatar, em Murcia  Foto: Getty Images
Exemplares da caravela portuguesa Physalia physalis se aproximam da costa de San Pedro del Pinatar, em Murcia
27 de abril de 2009
Foto: Getty Images

Nem poluição, maré vermelha ou muito menos tubarão. As autoridades do Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO, na sigla em espanhol) estão em alerta com a presença de uma espécie de medusa (água-viva) considerada perigosa para o ser humano na costa de San Pedro del Pinatar, em Murcia. A caravela portuguesa (Physalia physalis) - que tem um aspecto gelatinoso e cujos tentáculos submergidos podem alcançar até 30m de comprimento - possui uma picada que "pode ser fatal", segundo o especialista Ignacio Franco. As informações são da agência Europa Press.

O membro gelatinoso do animal tem uma coloração azul e violeta, além de medir entre 10 e 15 cm. A Physalia physalis, vinda do oceano Atlântico, não havia sido detectada nas praias de Murcia desde 1989, quando o próprio Franco avistou-a no balneário de La Llana.

A picada do animal é feita através do contato dos tentáculos com o homem, onde libera um veneno urticante com efeitos iniciais de irritação, inchaço e vermelhidão na pele. De acordo com o especialista, "os banhistas precisam ficar atentos porque o veneno pode causar taquicardia, suor, tontura e dificuldades respiratórias que podem terminar em parada cardíaca". "O contato pode ser fatal principalmente para idosos e crianças. Entre 30 e 50% das pessoas afetadas acabam no hospital", afirmou.

Brasil
Existem mais de mil espécies de águas-vivas espalhadas pelo mundo, mas duas delas geralmente causam alguns problemas aos banhistas no litoral do Brasil, principalmente em São Paulo, como a Chiropsalmus quadrumanus e a Tamoya haplonema. As espécies encontradas na costa brasileira são pouco perigosas e, até hoje, não existem relatos de contatos fatais entre esses animais marinhos e os seres humanos.

Redação Terra
 
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