Posição pode acelerar trabalho de parto, diz estudo

27 de abril de 2009 • 14h47 • atualizado às 14h54

Nicholas Bakalar

Estados Unidos

Passar o primeiro estágio do trabalho de parto deitada pode retardar o processo, de acordo com uma revisão de estudos recentemente concluída; se a futura mãe optar por ficar sentada, em pé ou caminhar, ela será capaz de acelerar o ritmo do trabalho de parto sem incorrer em preocupações adicionais de segurança.

A análise, publicada em 14 de abril pela revistas Cochrane Collaboration, compila e compara dados de 21 estudos, envolvendo 3.706 mulheres.

As mulheres que optam por ficar deitadas - em decúbito dorsal, posição semi-reclinada ou de lado - não apresentam risco maior de necessidades inesperadas como um parto por cesariana, se comparadas àquelas que optam por esperar sentadas ou em pé. E tampouco parecia existir diferença discernível entre os grupos em termos de satisfação maternal ou no número de dificuldades enfrentadas pelos fetos.

Mas em termos gerais, as mães que esperaram sentadas, em pé ou caminhando passaram em média uma hora a menos no primeiro estágio do trabalho de parto (contrações fortes e regulares com dilatação de três a 10 cm no colo do útero), se comparadas às mães que optaram por se manter deitadas, e a probabilidade de que viessem a necessitar de anestesia peridural era ligeiramente mais baixa.

Annemarie Lawrence, diretora científica do estudo e parteira no Hospital de Townsville, em Queensland, Austrália, sugeriu que a gravidade pode ser benéfica. "A cabeça do bebê pressiona o colo do útero e isso melhora a intensidade e a regularidade das contrações", ela disse. "As mulheres deveriam ser autorizadas a se mover com mais liberdade. O que esse estudo demonstra é que esperar deitada não é mais seguro, no primeiro estágio do trabalho de parto".

Tradução: Paulo Migliacci

The New York Times
 
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