Cristo Redentor e Ponte Estaiada são apagados por uma hora

28 de março de 2009 • 21h08 • atualizado em 29 de março de 2009 às 08h49
Cristo Redentor, principal cartão-postal da capital carioca, apagou as luzes por uma hora Foto: Reuters
Cristo Redentor, principal cartão-postal da capital carioca, apagou as luzes por uma hora
28 de março de 2009
Foto: Reuters

Na primeira participação na Hora do Planeta (Earth Hour, em inglês), ícones do Brasil tiveram suas luzes apagadas por volta das 20h30, para o evento que busca a mobilização mundial de pessoas, governos e empresas contra o aquecimento global. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Ponte Estaiada, em São Paulo, foram dois dos monumentos que ficaram às escuras.

Pelo mundo, a Torre Eiffel, em Paris, teve suas luzes apagadas. Sydney, na Austrália, Roma, na Itália, assim como Rússia, Hong Kong e China registraram alta taxa de participação.

Além da Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo participaram da ação o Monumento às Bandeiras, o viaduto do Chá, o Teatro Municipal, o estádio do Pacaembu, o Obelisco e o Parque do Ibirapuera.

No Rio de Janeiro, durante o apagão, houve reforço no policiamento em pontos da zona sul.

A partir das 20h30, brasileiros em mais de 70 cidades apagaram as luzes por uma hora para alertar o planeta sobre a ameaça das mudanças climáticas e o País sobre as queimadas e o desmatamento, em uma ação organizada pela a ONG Worldwide Fund for Nature (WWF).

Sabe-se que o Brasil é o 4º no ranking mundial de emissores de gases do efeito estufa. O desmatamento - registrado principalmente na Amazônia e Cerrado - é responsável por cerca de 75% das emissões brasileiras de CO2.

A iniciativa pretende este ano atingir 1 bilhão de pessoas em 84 países e 2,8 mil cidades do mundo. A Hora do Planeta teve sua primeira edição em 2007, em Sydney, quando 2,2 milhões de moradores participaram do movimento. Em 2008, o evento ganhou proporções globais, contando com mais de 50 milhões de pessoas de 35 países e 371 cidades.

A Hora do Planeta consistiu em uma hora sem luz em quase 4 mil cidades de 88 países, em todos os fusos horários, e foi apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Ela começou na ilha Chatham, na Nova Zelândia, às 20h30 hora locais de sexta-feira (3h30 de hoje pelo horário de Brasília).

Nesse instante, Austrália e Nova Zelândia junto com vários pequenos países do Pacífico Sul apagaram seus principais monumentos para apoiar o manifesto ecológico.

Além da Opera House e dos principais arranha-céus de Sydney, na Austrália, a Nova Zelândia apagou o Parlamento e a Torre de Comunicação de Auckland.

Em seguida, a Tailândia celebrou a "Hora do Planeta" no Parque Saim e, em Jacarta, capital da Indonésia, os arranha-céus também se apagaram na hora prevista, como na China, que participou pela primeira vez desta campanha.

A Europa se uniu ao movimento às 19h30 de Greenwich (16h30 de Brasília), com seus principais monumentos e edifícios simbólicos apagados em Londres, Paris, Bruxelas, Portugal, Roma e Madri, entre outras capitais.

Paris, por exemplo, apagou o museu do Louvre, além da torre Eiffel, entre diversos outros pontos turísticos de primeira grandeza.

Além do Cristo Redentor, o continente americano inclui na "Hora do Planeta" obras como o Obelisco de Buenos Aires; a Casa Branca, em Washington; a Times Square em Nova York e a ponte Golden Gate, em San Francisco.

Com EFE.

Redação Terra
 
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