Cura do diabete com células-tronco pode estar próxima

15 de março de 2009 • 08h15 • atualizado às 08h24

A cura definitiva do diabete por meio do transplante de células-tronco poderia estar cada vez mais perto, depois que uma equipe de pesquisadores desenvolveu um composto químico que pode transformá-las em células beta capazes de liberar insulina.

A revista Nature Chemical Biology publica hoje que um grupo de cientistas da Universidade de Harvard (EUA), liderado por Douglas Melton e Stuart Schreiber, descobriu um composto que, inoculado na endoderme, é capaz de criar um grande número de células com o gene Pdx1, necessário para a produção de insulina.

Após geradas estas células, os pesquisadores as implantaram em ratos por meio de uma cápsula renal, e observaram que podiam criar um grande número de células vivas geradoras de insulina.

Esta descoberta representa um importante passo na criação de células beta, o grande objeto de desejo dos cientistas no desenvolvimento da cura desta doença.

As células beta são um tipo de células do pâncreas que se encarregam de liberar e sintetizar a insulina, um hormônio que controla os níveis de glicose no sangue.

Essas células são as primeiras que desaparecem nos pacientes que têm o diabetes do tipo 1 - conhecido como diabete juvenil -, uma vez que o próprio sistema imunológico do corpo as destruiu devido a um processo auto-imune.

No diabetes de tipo 2, a insulina produzida pelas células beta do pâncreas atua incorretamente ou é insuficiente.

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