Simulador recria aspecto físico mais fiel de dinossauros

28 de fevereiro de 2009 • 11h49 • atualizado às 11h49
Reconstrução estimada de esqueleto do temido  Tyrannosaurus rex  mostra uma saliente barriguinha Foto: Universidade de Manchester/Plos One/Divulgação
Reconstrução estimada de esqueleto do temido Tyrannosaurus rex mostra uma saliente "barriguinha"
26 de fevereiro de 2009
Foto: Universidade de Manchester/Plos One/Divulgação

Imaginar dinossauros em carne e osso não é algo difícil apenas para os leigos, mas também para os paleontólogos quando se fala em animais pré-históricos que habitaram a Terra há nada menos do que 65 milhões de anos. No entanto, uma nova ferramenta com tecnologia em 3D pode ajudar a solucionar o problema de remontagem dos esqueletos de grandes feras pré-históricas, imaginando até mesmo se eles seriam gordos ou magros. As informações são do site científico Live Science.

Por meio de um equipamento de imagem a laser chamado Lidar, os pesquisadores da Universidade de Manchester, na Inglaterra, criaram pela primeira vez modelos computadorizados em três dimensões de cinco espécies de dinossauros - incluindo duas do temido T-Rex (Tyrannosaurus rex), uma da fera Acrocanthosaurus atokensis, uma do ancestral do avestruz Strutiomimum sedens, uma do herbívoro Edmontosaurus annectens e outra do hadrossauro.

De acordo com os cientistas, a técnica permite que qualquer pessoa veja e imagine como os dinossauros teriam sido em vida, levando em conta a gordura ou a magreza dos exemplares. "Você pode ver o esqueleto com uma barriga", disse Karl Bates, um dos responáveis pelo projeto de biomecânica da universidade.

O Lidar conta com um sistema de mapeamento por radar, semelhante ao utilizado pela sonda espacial Phoenix Mars Lander, da Nasa, agência espacial americana. Os pesquisadores utilizaram o mecanismo para fazer estimativas de peso e conceber a possível condição física dos animais na época. Cálculos de baixo peso, segundo a equipe, seriam os mais prováveis para os dinossauros porque a obesidade afeta a velocidade, aumentando a demanda de energia sobre o sistema respiratório.

O maior exemplar de tiranossauro do Museu de Manchester pode ter pesado em torno de 9 t, aproximadamente o tamanho do maior elefante africano. Já o menor exemplar, exposto em um museu de Montana, nos Estados Unidos, pode ter atingido entre 6 e 7,7 t.

"Dinossauros provavelmente tinham 30% de sua massa nas pernas traseiras. Estudos anteriores mostraram que gigantes, como o T-Rex, precisariam de muito mais músculos nos membros traseiros para se locomoverem tão rápido como os exemplos mostrados na TV, principalmente no filme 'Parque dos Dinossauros' ('Jurassic Park', de Steven Spielberg)", afirmou Bates ao Live Science.

A espécie Strutiomimum sedens - que pode ser vista no Instituto de Pesquisa Geológica da Dakota do Sul - pesava entre 400 e 600 kg e é considerada parente distante do atual avestruz. Inclusive, para avaliar o esqueleto deste antigo animal, os pesquisadores fizeram análises de imagens a laser de um avestruz. "Reconstruir dinossauros com estes detalhes permitirá avaliar as mudanças na massa corporal das espécies durante a evolução", concluiu Bates.

O estudo também foi divulgado na edição deste mês da revista científica PLoS ONE.

Redação Terra
 
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