Pesquisa analisa maior incidência de derrame em países pobres

20 de fevereiro de 2009 • 15h27 • atualizado às 16h12

Os fatores que tradicionalmente influem no surgimento da apoplexia ou do derrame cerebral não explicam por que há uma maior incidência dessa doença nos países pobres, segundo afirma uma pesquisa publicada hoje no jornal The Lancet.

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O consumo de álcool, a diabetes, pressão sangüínea alta, o consumo de tabaco ou a obesidade são alguns destes fatores, que, no entanto, não são registrados em maior medida nos países pobres e em desenvolvimento, onde a incidência desta doença dobrou nos últimos 40 anos.

Na verdade, esses fatores de risco chegam até a ser mais comuns nos países desenvolvidos.

Apesar disso, as pessoas que vivem nos países mais pobres têm 20% mais de possibilidades de sofrer uma apoplexia.

O professor Claiborne Johnston, da Universidade da Califórnia, em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS), tirou estas conclusões após calcular a taxa de mortalidade por derrame cerebral em diferentes países.

Em 2002, mais de 85% dos 15,3 milhões de derrames cerebrais registrados no mundo ocorreram em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, devido, segundo Johnston, ao fato de que, nos países desenvolvidos, há um maior investimento tanto na prevenção da doença como no tratamento.

Esta pesquisa "incide no déficit que existe no estudo dos fatores que determinam a incidência dos derrames cerebrais", e estimula a melhorar a prevenção e o tratamento nesses países, afirmou o Lancet.

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