México impede empresa de explorar galeão do século XVII

17 de fevereiro de 2009 • 12h08 • atualizado às 12h39
O galeão espanhol Nuestra Señora del Juncal afundou em 163,1 no Golfo do México, por causa de uma tempestade Foto: EFE
O galeão espanhol Nuestra Señora del Juncal afundou em 163,1 no Golfo do México, por causa de uma tempestade
17 de fevereiro de 2009
Foto: EFE

Autoridades mexicanas negaram o pedido de uma empresa americana para explorar um galeão espanhol que naufragou na costa sul do país em 1631 (século XVII), no Golfo do México, perto do estado de Campeche, informou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah). Em comunicado, a instituição exlicou que as solicitações apresentadas pela Odyssey, entre 2006 e 2008, "não cumprem os requisitos necessários para a investigação arqueológica.

Segundo o Inah, o projeto da empresa americana "não tem propósitos de pesquisa e não conta com o aval dos arqueólogos, ou de um órgão acadêmico de reconhecido prestígio, condições sem as quais seria impossível autorizar a iniciativa". O interesse da Odyssey era em investigar o navio Nuestra Señora del Juncal que, de acordo com a estatal, "sempre esteve na mira de caçadores de tesouros".

O galeão fazia parte da frota da Nova Espanha, composta por 19 embarcações reais que zarparam do México em 14 de outubro de 1631 para levar riquezas à Espanha. Uma tempestade causou o naufrágio da maior parte delas, matando centenas de marinheiros. Na história, o fato ficou marcado como uma das maiores tragédias ocorrida em águas mexicanas.

Desde a década de 1970, o Inah já indeferiu 30 solicitações de empresas mexicanas e estrangeiras para explorar embarcações submergidas no país. "Um navio é uma cápsula do tempo e tudo que está em seu interior é material histórico e arqueológico", afirmou Pilar Luna Erreguerena, uma das responsáveis pela instituição.

A Odyssey tem um acordo judicial com o governo da Espanha para explorar a fragata espanhola Nuestra Señora de las Mercedes, naufragada em 1804 nas águas do Atlântico. O tesouro da embarcação estaria avaliado em US$ 500 milhões.

Odyssey
A Odyssey Marine Exploration é a mesma empresa que no início do mês descobriu os restos do histórico "HMS Victory", navio de guerra britânico que afundou no Canal da Mancha em 1744. A famosa embarcação naufragou durante uma tempestade, enquanto retornava da Espanha, matando todos os 1.150 tripulantes. Ela carregava 100 canhões de bronze que estão avaliados em 22.709 euros cada (US$ 29.106).

No entanto, o governo britânico também não se mostrou receptivo com a idéia de autorizar a exploração arqueológica. "Sabemos que a Odyssey localizou os restos de um navio de guerra inglês que eles acreditam que seja do 'HMS Victory'", afirmou um porta-voz do Ministério de Defesa britânico. Segundo ele, se for realmente uma embarcação britânica, estará protegida pela soberania da nação e nenhuma ação com fins comerciais poderá ser feita sem o consentimento oficial do Reino Unido.

Com informações da EFE

Redação Terra
 
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