Nebulosa fotografada pelo ESO é lar de estrelas gigantes

12 de fevereiro de 2009 • 15h34 • atualizado às 16h00
Nebulosa Carina abriga poderosas estrelas como a Eta Carinae, que tem 100 vezes a massa do Sol e brilha quatro milhões de vezes mais Foto: ESO/Divulgação
Nebulosa Carina abriga poderosas estrelas como a Eta Carinae, que tem 100 vezes a massa do Sol e brilha quatro milhões de vezes mais
12 de fevereiro de 2009
Foto: ESO/Divulgação

O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou nesta quinta-feira em seu site a imagem de uma das maiores e mais brilhantes nebulosas, situada a 7,5 mil anos-luz da Terra. Conhecida como Carina, a nuvem de gás e poeira é constituída por poderosas estrelas massivas que convivem em cerca de 100 anos-luz de diâmetro.

Segundo o ESO, Carina é quatro vezes maior que a famosa nebulosa de Orion - que tem 25 anos-luz de diâmetro -, além do brilho muito mais intenso. A nebulosa abriga mais de uma dúzia de estrelas gigantes que podem ter entre 50 e 100 vezes a massa do Sol. Os pesquisadores estimam que estes grandes corpos celestes tenham uma vida curta, de apenas alguns milhões de anos, enquanto o Sol tem uma previsão de dez bilhões de anos.

O brilho intenso da nebulosa é o resultado da interação entre o hidrogênio e os raios ultravioleta, identificada pela coloração vermelha e púrpura na foto. Na região mais escura, corredores de poeira e gás superaquecidos circundam os aglomerados de estrelas.

A nebulosa é o lar de Eta Carinae, uma das estrelas mais massivas e luminosas já encontradas na Via Láctea. A gigante tem 100 vezes a massa do Sol e é quatro milhões de vezes mais brilhante.

De acordo com o ESO, apesar de ser altamente instável e propensa à violentas explosões, Eta Carinae sobreviveu até agora. Porém, os cientistas acreditam que ela deva explodir em breve, se transformando em uma potente supernova.

Nebulosas
As nebulosas são espécies de nuvens de gás, poeira e plasma geradas pelos resquícios da morte de uma estrela. Possuem uma intensa formação de estrelas e desaparecem gradualmente ao longos de dezenas de milhares de anos.

Redação Terra
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »