Na semana em que se completam 35 anos da chegada do homem à Lua, o engenheiro espanhol Andrés Ripoll lembrou nesta quarta-feira à EFE seu trabalho para a Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (Nasa) na estação espacial espanhola de Robledo de Chavela, desde onde participou do acompanhamento da Apolo XI.
Em 20 de julho de 1969 a nave tripulada pelos astronautas Edwin Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong pousou na superfície lunar.
"O que eu vi foi real, porque acompanhamos todo o processo de aproximação da Lua, a separação do módulo e a descida à superfície". Ripoll não considera estranho que, "levando em conta a competição que havia entre a URSS e EUA, houvesse alguma fita com a aterrissagem simulada", em caso de alguma falha.
Na opinião de Ripoll, esta situação se devia às "psicoses da guerra fria" da época, quando "os dois lados queriam demonstrar que tinham a tecnologia mais avançada".
Sobre as reportagens com "provas" que questionam a veracidade da missão, o cientista espanhol argumemta que nas imagens gravadas naquele 20 de julho de 1969 "as sombras estão no lugar que têm que estar e a bandeira ficou enrugada para a posteridade, porque não há atmosfera".
Ripoll, agora aposentado, trabalhou para a Nasa durante mais de sete anos antes de passar para a Agência Espacial Européia (ESA) em 1975, onde durante 13 anos se ocupou da direção da estação madrilenha de Villafranca del Castillo, para depois fundar e dirigir o Centro Europeu de Formação de Astronautas.
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