Índios se reúnem para participar do Fórum Social Mundial em Bélem do Pará |
O primeiro dia de conferências do Fórum Social Mundial na cidade de Belém (PA) foi dedicado, quase que integralmente, aos problemas da Amazônia. A Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace propôs um fundo internacional para reduzir a zero o desmatamento na região até 2015.
O peruano Miguel Palacin, porta-voz da Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, disse que "não se trata apenas de salvar a Amazônia e os índios, mas de salvar o próprio planeta." Segundo ele, "as grandes multinacionais se expandem pelos territórios amazônicos e encurralam os povos autóctones."
Ainda durante o encontro, sindicatos brasileiros divulgaram um documento com denúncias sobre as condições de vida das 25 milhões de pessoas que moram na Amazônia. O texto destaca que 70% dos habitantes "sofre com o desemprego, a criminalidade e outros graves problemas sociais."
Marco Aurélio Cabral, do Sindicato de Engenheiros de São Paulo, explica que "a economia da região está baseada na extração predatória dos recursos naturais e na substituição da mata por áreas de cultivos agrícolas."
Para o teólogo Leonardo Boff, "se as políticas para a Amazônia não mudarem, a agricultura e a expansão da soja e do gado provocarão uma vasta erosão do solo dentro de 30 ou 40 anos."
Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os líderes da Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela participarão de um debate sobre a América Latina dentro do Fórum Social Mundial.
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