Fórum Social Mundial pede fim do desmatamento na Amazônia

28 de janeiro de 2009 • 21h05 • atualizado em 29 de janeiro de 2009 às 04h21
Índios se reúnem para participar do Fórum Social Mundial em Bélem do Pará
Índios se reúnem para participar do Fórum Social Mundial em Bélem do Pará
29 de janeiro de 2009
AP

O primeiro dia de conferências do Fórum Social Mundial na cidade de Belém (PA) foi dedicado, quase que integralmente, aos problemas da Amazônia. A Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace propôs um fundo internacional para reduzir a zero o desmatamento na região até 2015.

O peruano Miguel Palacin, porta-voz da Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, disse que "não se trata apenas de salvar a Amazônia e os índios, mas de salvar o próprio planeta." Segundo ele, "as grandes multinacionais se expandem pelos territórios amazônicos e encurralam os povos autóctones."

Ainda durante o encontro, sindicatos brasileiros divulgaram um documento com denúncias sobre as condições de vida das 25 milhões de pessoas que moram na Amazônia. O texto destaca que 70% dos habitantes "sofre com o desemprego, a criminalidade e outros graves problemas sociais."

Marco Aurélio Cabral, do Sindicato de Engenheiros de São Paulo, explica que "a economia da região está baseada na extração predatória dos recursos naturais e na substituição da mata por áreas de cultivos agrícolas."

Para o teólogo Leonardo Boff, "se as políticas para a Amazônia não mudarem, a agricultura e a expansão da soja e do gado provocarão uma vasta erosão do solo dentro de 30 ou 40 anos."

Nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os líderes da Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela participarão de um debate sobre a América Latina dentro do Fórum Social Mundial.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »