Ackerman não se preocupou com as manchas que se espalharam por seu corpo e não chegou nem a colocar chapéu sobre sua cabeça careca. Aos 67 anos, o renomado especialista no campo e diretor emérito da Academia de Dermatologia Ackerman em Nova York, disse que a relação entre o melanoma e a exposição ao sol "não é comprovada".
Por exemplo, supõe-se que dolorosas queimaduras no início da vida criam a condição para o câncer de pele mais tarde. Mas, segundo ele, estudos que mostram este efeito discordam sobre o período de perigo de exposição. Vista como um todo, argumenta Ackerman, a pesquisa é inconsistente e não é justificada. A crença popular também diz que os protetores solares protegem contra o melanoma. Mas Ackerman indica, em um recente editorial na revista Arquivos da Dermatologia, que não há evidência para sustentar a idéia.
Ackerman aconselha que as pessoas fiquem longe do sol para evitar o envelhecimento prematuro da pele. Evitar a luz do sol ajuda a prevenir o carcinoma, um tipo de câncer menos perigoso. Mas seria um erro, admite, supor que evitar o sol, ou usar protetores solares oferecem proteção do melanoma.
Redação Terra