Médico dos EUA não acredita na relação sol-câncer

20 de julho de 2004 • 14h03 • atualizado às 14h03

O dermatologista A. Bernard Ackerman está causando polêmica ao contradizer a idéia de que o sol causa câncer de pele. De acordo com reportagem do The New York Times, o médico se dedica a diagnosticar o câncer melanoma e outras doenças de pele e optou por fazer uma experiência. Durante uma recente viagem a Israel, ele não usou protetor solar e retornou bastante queimado.

Ackerman não se preocupou com as manchas que se espalharam por seu corpo e não chegou nem a colocar chapéu sobre sua cabeça careca. Aos 67 anos, o renomado especialista no campo e diretor emérito da Academia de Dermatologia Ackerman em Nova York, disse que a relação entre o melanoma e a exposição ao sol "não é comprovada".

Por exemplo, supõe-se que dolorosas queimaduras no início da vida criam a condição para o câncer de pele mais tarde. Mas, segundo ele, estudos que mostram este efeito discordam sobre o período de perigo de exposição. Vista como um todo, argumenta Ackerman, a pesquisa é inconsistente e não é justificada. A crença popular também diz que os protetores solares protegem contra o melanoma. Mas Ackerman indica, em um recente editorial na revista Arquivos da Dermatologia, que não há evidência para sustentar a idéia.

Ackerman aconselha que as pessoas fiquem longe do sol para evitar o envelhecimento prematuro da pele. Evitar a luz do sol ajuda a prevenir o carcinoma, um tipo de câncer menos perigoso. Mas seria um erro, admite, supor que evitar o sol, ou usar protetores solares oferecem proteção do melanoma.

Redação Terra
 
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