Chances genéticas de negros terem filho branco são de 1 em 16

17 de janeiro de 2009 • 17h55 • atualizado às 17h55

Hermano Freitas
Direto de São Paulo

São Paulo


A história do bebê Gabriel, nascido de pais negros com olhos claros em novembro em um hospital de Niterói, no Grande Rio de Janeiro, é um caso raro, mas explicável pela herança genética. Segundo a professora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP, Célia Koiffmann, a chance de um casal de pais negros ou mulatos gerarem um filho negro depende da presença dos genes de pigmentação brancos, que são recessivos, e de seu efeito aditivo. "É tipo jogar o dado. Caso sejam pais mulatos claros, a chance é aproximadamente uma em 16 (6,25%)", calcula a médica.

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A cozinheira Alexsandra Santos de Oliveira teve o filho no hospital estadual Azevedo Lima. A suspeita imediata foi de troca de bebês, já que os dois são negros. A mãe disse ao hospital ter parentes de olhos claros. O servente Alexandre Assunção Maciel, companheiro de Alexsandra, afirmou ter apenas parentes de cor negra.

Um exame de DNA confirmou a maternidade legítima. "Fizemos o teste com a certeza do resultado, troca de bebês é um erro muito primário", disse o diretor do hospital, José Luiz Medeiros. De acordo com ele, a mãe contou ter um bisavô de olhos claros.

Ainda de acordo com a geneticista, não é "nada de e extraordinário" a concepção de Gabriel. "Uma equação genética determina o que prevalece. Como bons brasileiros, o pais devem ter a mistura racial no sangue", conclui.

Redação Terra
 
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