Retrato mostra que rosto de soberano maia era deformado

06 de janeiro de 2009 • 17h07 • atualizado às 17h07
Análises de um retrato e nos restos mortais indicam que Ukit Kan Lek Tok sofria complicações bucais
Análises de um retrato e nos restos mortais indicam que Ukit Kan Lek Tok sofria complicações bucais
06 de janeiro de 2009
EFE

Um retrato gravado em uma espécie de pingente feito de osso e análises dos restos mortais do líder maia Ukit Kan Lek Tok, que governou na região centro-oriental de Yucatán entre os anos 770 e 801 d.C., indicam que o rosto do governante era deformado. A descrição da fisonomia de Ukit Kan Lek Tok foi construída após análises de antropologia física feitas pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira pelo El Universal.

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De acordo com os pesquisadores, a representação mostra uma mandíbula deslocada e o lábio superior partido que deram ao rosto do soberano um aspecto particular. Problemas de saúde bucal, como tártaro e cáries, também foram identificados em 23 peças dentais e outros restos mortais.

O estudo também detectou que Ukit Kan Lek Tok sofreu três infecções graves - uma delas afetou seus molares e prémolares - que provocou a perda de cinco dentes e uma redução considerável na altura da mandíbula direita.

Além disso, a pesquisa constatou que a presença de prognatismo em ambos os dentes centrais superiores e as complicações crônicas podem ter influenciado na fratura completa do lado superior direito da mandíbula. O processo pode ter ocorrido por causa de um golpe pouco antes da morte do governante.

"Podemos dizer que o pingente de osso é o único retrato, até agora conhecido, que mostra o aspecto físico que teve o governante no final de sua vida. Outras imagems mostram ele jovem e na melhor forma", disseram Leticia Vargas e Víctor Castillo, do INAH, ao El Universal.

Os restos mortais de Ukit Kan Lek Tok foram depositados em um recinto conhecido como Sak Xok Naah (Casa Branca da Leitura) no quarto andar de uma Acrópole.

Redação Terra
 
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