Da BBC Brasil
São Paulo
Pesquisadores dos Estados Unidos afirmaram que os homens eram provavelmente mais numerosos que as mulheres quando os humanos modernos deixaram a África, há 60 mil anos.
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Agora, cientistas afirmam que homens e mulheres não participaram em números iguais deste êxodo. O método usado foi a pesquisa de variações do cromossomo X e de outros cromossomos não sexuais.
Segundo os cientistas, esta poderá ser uma boa ferramenta para estudos históricos e antropológicos no futuro, pois pode esclarecer as diferenças entre populações masculinas e femininas que não podiam ser examinadas com os métodos anteriores.
Os pesquisadores não têm certeza da razão de mais homens do que mulheres terem participado da diáspora a partir da África, ou como a seleção natural possa ter contribuído para estes padrões genéticos.
Mas, um dos autores da pesquisa, Alon Keinan, afirma que estas descobertas estão de acordo "com o que antropólogos nos ensinaram a respeito das populações de caçadores-coletores, que, em migrações de curtas distâncias são (formadas) primariamente por mulheres e, em longas distâncias, (formadas) primariamente por homens".
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