Brasileiros ficarão na Antártida por mais duas semanas

29 de dezembro de 2008 • 12h09 • atualizado às 12h09

Os quatro pesquisadores brasileiros, dos sete que integram a expedição Deserto de Cristal Brasil ao interior do Continente Antártico, concluíram o trabalho de coleta de material de pesquisa no Monte Johns e retornaram à base de operações instalada a 300 quilômetros no último sábado.

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O glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), coordenador da equipe, disse que foram realizadas duas perfurações no gelo. As amostradas coletadas a 95 e 45 metros de profundidade darão informações sobre as mudanças climáticas ocorridas no Continente Antártico nos últimos séculos.

A equipe enfrentou nos 16 dias em que esteve no local temperatura de menos 40 graus centígrados, "mas as dificuldades não impediram o trabalho planejado", disse Simões. Os sete pesquisadores brasileiros e um chileno permanecem no interior da Antártica até o próximo dia 4 de janeiro, quando retornam a Punta Arenas, no Chile.

Nos últimos 25 anos, o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) realizou expedições no oceano, nas ilhas e na costa da Antártida. Nunca as missões científicas avançaram no continente.

A base da expedição Deserto de Cristal está instalada a 2 mil quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz e a mil quilômetros do Pólo Sul Geográfico. Nessa região, o Sol brilha 24 horas, a espessura do gelo é de 700 metros, e a altitude, de 920 metros em relação ao nível do mar.

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