Cientistas recriam processo de fusão de energia solar

28 de dezembro de 2008 • 11h28 • atualizado às 12h10
O laser que será usado concentra mil vezes a energia elétrica produzida pelos EUA em um bilionésimo de segundo
O laser que será usado concentra mil vezes a energia elétrica produzida pelos EUA em um bilionésimo de segundo
28 de dezembro de 2008
LLNS/Reprodução

O que pareceu ser uma meta impossível durante quase 100 anos, agora está próximo da realidade. Cientistas acreditam estar muito perto de desvendar uma das maiores questões da física com relação ao aproveitamento de energia da fusão nuclear: a reação que acontece no centro do Sol. As informações são do Telegraph.

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No outono de 2009, uma equipe iniciará tentativas de incendiar uma pequena estrela artificial dentro de um laboratório, desencadeando uma reação termonuclear.

O objetivo é gerar temperaturas de mais de 100 milhões de graus Celsius e pressões bilhões de vezes mais altas que as encontradas em qualquer parte do planeta. A explosão se dará a partir de uma partícula de combustível um pouco maior do que uma cabeça de alfinete.

Se bem sucedida, a experiência dará o primeiro passo para a construção de uma central elétrica de fusão nuclear - uma fonte quase ilimitada de energia.

Em uma época em que os combustíveis fósseis estão escassos e o medo do aquecimento global força os governos a procurar fontes de energia limpa, a fusão poderá ser uma solução.

O hidrogênio, combustível necessário para reações de fusão, é um dos elementos mais abundantes no universo.

Os cientistas do Centro Nacional de Ignição (National Ignition Facility), situado entre os vinhedos do centro da Califórnia, em Livermore, irão utilizar um laser que concentra mil vezes a energia elétrica produzida pelos Estados Unidos em um bilionésimo de um segundo.

O resultado deverá ser uma explosão dentro da câmara de um reator que produzirá pelo menos 10 vezes a quantidade de energia usada para criá-lo.

"Vamos criar as condições que existem no centro do Sol", explicou Ed Moses, diretor do centro. "É realmente uma física emocionante e além disso pode ajudar a solucionar enormes problemas sociais, econômicos e globais".

Redação Terra
 
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