Descobertas novas espécies de dinossauro no Saara

16 de dezembro de 2008 • 14h54 • atualizado às 15h28

Cientistas descobriram duas novas espécies de dinossauro, com cerca de 100 milhões de anos, durante uma expedição no deserto do Saara, na África, divulgou a Universidade de Portsmouth, no Reino Unido. Os fósseis seriam de uma desconhecida espécie de saurópode, dinossauro vegetariano de grandes proporções, e uma nova espécie de pterossauro, primeiros répteis a conseguir voar. As informações são da agência EFE.

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Os esqueletos foram encontrados no Marrocos, perto da fronteira com a Argélia, por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Portsmouth, da University College de Dublin, na Irlanda, e da Universidade Hassan II de Casablanca, na capital marroquina.

Segundo os arqueólogos, o achado é um dos "mais apaixonantes que a paleontologia já viu na África nos últimos 50 anos". Para eles, é "extremamente raro" descobrir ossadas com as características que estas possuem.

Os fósseis correspondem a um grande fragmento do bico de um pterossauro e um osso de um metro de comprimento do saurópode, indicando que pertenceu a um exemplar de 20 metros de altura.

O trabalho no Deserto do Saara foi dirigido pelo professor Nizar Ibrahim, do University College de Dublin, que destacou em comunicado divulgado nesta terça-feira que "encontrar dois espécimens em uma expedição é surpreendente, principalmente levando em conta que podem representar espécies completamente novas". David Martill, paleobiólogo da Universidade de Portsmouth, destacou que "os animais vegetarianos são pouco comuns nessa região, por isso encontrar um deste tamanho é muito emocionante".

A busca começou em 1984, quando uma tempestade de areia impediu os pesquisadores de escavar no local onde agora foram encontrados os restos. O professor Ibrahim será, a partir de agora, o encarregado de analisar em detalhe os fósseis e determinar de maneira indubitável o que atualmente é uma certeza quase absoluta.

"Após uma primeira análise, estamos quase seguros de que temos em mãos duas novas espécies", afirmou Ibrahim. Ele ficará encarregado de estudar os fósseis durante os próximos seis meses e elaborar uma tese com os resultados da investigação.

De acordo com o especialista, o Saara de milhões de anos atrás era um oásis tropical totalmente diferente do deserto atual, onde viviam diversos dinossauros gigantes.

As ossadas retornarão ao Marrocos, depois de finalizado o estudo, para serem expostas em um museu de ciências naturais ainda indeterminado.

Redação Terra
 
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