Nasa perde esperança de recuperar sonda Phoenix

03 de dezembro de 2008 • 20h42 • atualizado às 20h55

A Nasa, a agência espacial americana, anunciou hoje que perdeu as esperanças, de forma definitiva, de recuperar a sonda Phoenix, que, durante três meses de operações, confirmou a existência de água em Marte.

» Modo Lázaro mantém esperança em Marte
» Anunciado fim da missão da Phoenix
» Cientistas tentam últimos contatos com sonda
» Mesmo enfraquecida, Phoenix se reativa em Marte

Um comunicado do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) afirmou que, após quase um mês de esforços para recuperar as comunicações, a agência deixou de utilizar os orbitadores em torno do planeta para reviver o laboratório e voltar a escutá-lo. "Como esperado, a redução da luz solar (no hemisfério norte do planeta) deixou a 'Phoenix', que operava com baterias solares, sem energia para mantê-las carregadas", afirmou.

A comunicação final da Phoenix foi um breve sinal recebido através do laboratório Mars Odyssey na terça-feira, disse o comunicado. No entanto, a Nasa expressou satisfação com o fato de que o laboratório funcionou dois meses mais que o previsto e que alcançou todos os seus objetivos científicos.

Phoenix desceu sobre a superfície de Marte em 25 de maio com o objetivo principal de confirmar a existência de água no planeta através da análise feita no laboratório que levava a bordo. No entanto, a chegada do inverno sobre o setor de descida diminuiu a luz solar ao ponto de que as baterias não forneciam suficiente energia nem podiam manter a temperatura em seus sistemas.

O inverno marciano foi "um fator que contribuiu à perda de comunicações e esperávamos que uma variação do clima nos desse outra oportunidade de restabelecer o contato", afirmou Chris Lewicki, cientista da missão Phoenix no JPL. Embora com dificuldades, a Nasa ainda mantém em operações os veículos exploradores Spirit e Opportunity, que desceram sobre a superfície do planeta há quase quatro anos.

Os cientistas da agência espacial americana deram a esses veículos só três meses de vida operacional útil, mas seu trabalho em latitudes mais baixas não sofreu os rigores do inverno marciano como a Phoenix.

EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »