Cientistas descobrem novas geleiras em Marte

20 de novembro de 2008 • 18h19 • atualizado às 19h04
Imagem mostra montanha na região oriental de Hellas, na superfície de Marte
Imagem mostra montanha na região oriental de Hellas, na superfície de Marte
20 de novembro de 2008
EFE

Cientistas americanos descobriram geleiras longe dos pólos de Marte e a poucos metros da camada rochosa do planeta, segundo estudo publicado nesta quinta-feira pela revista Science.

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"Trata-se de uma descoberta muito importante porque não só constata a existência de água em Marte, mas cobre a necessidade desse elemento que terão as futuras missões interplanetarias", disse Ali Safaeinili, cientista da Nasa, a agência espacial americana.

"Também é importante porque a água dessas geleiras se encontra em latitudes baixas do planeta, longe dos pólos, e em alguns casos a apenas três metros de profundidade", afirmou.V A descoberta foi feita com o radar da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da Nasa há um ano.

"Demoramos a fazer o anúncio do descobrimento porque queríamos estar seguros dele e fizemos todas as verificações possíveis", frisou.

A descoberta de grandes reservas de água congelada é um sinal encorajador para os cientistas que buscam vida além de nosso planeta, afirmou o estudo publicado na Science.

As geleiras cobrem uma superfície de dezenas de milhares de quilômetros quadrados e se estendem desde as montanhas marcianas com uma espessura em alguns casos de cerca de 800 metros.

A camada de material rochoso que cobre o gelo, em outros casos de uma espessura de alguns poucos metros, possivelmente preservou as geleiras, segundo o estudo.

Os primeiros indícios de água em Marte foram detectados há quatro anos pelas sondas espaciais "Spirit" e "Opportunity", confirmados depois pela "Phoenix".

"Sem dúvida as geleiras representam a maior reserva de água em Marte, longe das calotas polares. Só um dos que examinamos é três vezes mais extenso que a cidade de Los Angeles (...) e há muitos mais", afirmou John Holt, da Escola de Geociencias da Universidade do Texas e autor do relatório.

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