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A análise, publicada na edição de novembro da revista Pediatrics, comparou 221 crianças filhas de mulheres que sofreram de diabete na gestação e 2.612 crianças filhas de mulheres que não apresentaram esse problema.
Levando em consideração fatores como idade das mães, nível de educação, fumo, saúde do bebê ao nascer e outros fatores, os pesquisadores calcularam que, das crianças cujos resultados ficam nos 15% mais baixos em pelo menos dois testes de linguagem conduzidos entre os 18 meses e os sete anos de idade, 26% tinham mães que sofreram de diabete na gestação.
Em observações referentes a todas as faixas etárias, os cientistas concluíram que se pode associar a diabete na gestação a uma deficiência nos recursos de linguagem, e essa associação é mais forte que a de qualquer outro fator, excetuado o nível de educação materno.
"É surpreendente que tenhamos constatado que a diabete na gestação tenha papel determinante tão forte no desenvolvimento da linguagem", disse Ginette Dionne, diretora científica do estudo e professora de psicologia na Universidade Laval, do Canadá.
"Mas o atraso no desenvolvimento da fala não é inevitável. Também constatamos que se a criança for estimulada em termos de comunicação, isso pode compensar parte do risco. É uma das coisas que continuamos testando".
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times