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"A metástase do melanoma se dá por meio do sangue. Quanto mais vascularizado o órgão, maiores são as chances de as células tumorais proliferarem e atingirem os pulmões, por exemplo", afirma Christina, acrescentando que, além de diminuir as chances de formação de mais tumores, a ação das desintegrinas diminui também a atividade das células do melanoma, inibindo o crescimento acelerado do tumor.
Thereza Christina explica que a proliferação e a sobrevivência da célula cancerosa depende de sua capacidade de aderir a outras células e também de migrar dentro do organismo. Para isso, é necessário que ocorra a interação entre as próprias células, que é feita por proteínas da família das integrinas.
O trabalho, desenvolvido no Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Celular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes (Ibrag), servirá de base para novos estudos que busquem a cura do câncer. "Acredito que essa pesquisa servirá de subsídio para um melhor entendimento da fisiologia da célula tumoral", diz Thereza Christina.
Em busca de um medicamento
A pesquisadora pondera que, embora nos experimentos com camundongos as desintegrinas tenham se mostrado bastante promissoras na terapia contra tumores e metástases, estas proteínas ainda devem ser encaradas como protótipos para o desenvolvimento de novas drogas. Pelo menos por enquanto não há previsão de quando ela será testada em humanos.
Segundo a cientista, sua obtenção a partir de veneno bruto ainda é cara e de pouco rendimento. "O veneno das cobras é uma matéria-prima muito cara. Estamos tentando obter fontes mais baratas de desintegrinas. Para tanto, estamos criando bactérias capazes de produzir essas proteínas responsáveis pela ligação seletiva a integrinas, obtendo assim uma fonte barata da substância", diz.
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