Segundo o ginecologista José Focchi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apenas 25% das portadoras do vírus HPV podem vir a desenvolver câncer de colo de útero. "O diagnóstico precoce vai permitir uma melhor avaliação do tratamento a ser adotado em cada caso. Dependendo do resultado, o tratamento pode ser mais ou menos agressivo ou, ainda, o médico pode apenas adotar uma postura de monitoramento do paciente", afirma.
Segundo estimativas do Ministério da Saúde, surgem cerca de 20 mil casos de câncer de colo de útero por ano. O novo método de detecção do vírus HPV pode ser solicitado por ocasião da coleta do Papanicolau. O procedimento é feito por meio da biologia molecular, ramo da medicina diagnóstica que estuda, em especial, a estrutura e a função do material genético das células.
"Na verdade, esse novo tipo de exame não exclui os demais. Toda e qualquer forma de prevenção é importante", garante o ginecologista Ismael Guerreiro, da Escola Paulista de Medicina, acrescentando que, a partir do início da atividade sexual, as mulheres já devem fazer o exame Papanicolau pelo menos uma vez por ano.
O exame permite a identificação das lesões causadas pelo HPV ainda no início. "Se houver câncer, o diagnóstico precoce torna possível um tratamento com sucesso", pondera.
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