O artigo detalha a descoberta de um fragmento de uma amálgama de cobre |
Da BBC Brasil
São Paulo
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O marinheiro escocês Selkirk ficou preso, em 1704, na ilha de Más a Tierra, hoje conhecida como Ilha de Robinson Crusoé e que faz parte do arquipélogo Juan Fernández, a cerca de 750 km da costa chilena.
Ele decidiu ficar no local, onde o navio Cinco Portos havia parado para reparos, depois de ter supostamente brigado com o comandante da embarcação a respeito das condições de navegação.
Agora, arqueólogos afirmam ter encontrado provas do que acreditam ser a estadia de Selkirk em uma parte da ilha conhecida como Aguas Buenas, depois de descobrir restos de um acampamento que teria sido construído por um europeu.
Observatório
O artigo da revista especializada detalha a descoberta de um fragmento de uma amálgama de cobre de um objeto de navegação que teria pertencido a um marinheiro ou a um mestre de um navio.
Relatos do capitão Woodes Rogers, que resgatou Selkirk da ilha, sugerem que o marinheiro escocês teria desempenhado um desses dois papéis.
Os arqueólogos também teriam encontrado sinais de onde Selkirk teria construído um abrigo, perto de um riacho, e montado um observatório para verificar a chegada de navios ao local. No final, levou cinco anos até que um navio inglês chegasse ao local.
Publicado dez anos depois do resgate, o livro Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, teria sido inspirado na experiência de Selkirk na ilha chilena.
O artigo na revista acadêmica foi publicado por um grupo de arqueológos reponsáveis pela escavação. O projeto na ilha chilena é patrocinado pela National Geographic Society of Washington.
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