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O estudo, publicado em 17 de setembro pela versão online do New England Journal of Medicine, dividia 340 mulheres grávidas, em Bangladesh, em dois grupos.
O primeiro deles recebia a vacina contra a gripe e o segundo, que serviria de grupo de controle, recebia uma vacina contra doenças pneumocócicas. Depois, os pesquisadores entrevistavam as mães uma vez por semana durante 24 semanas, para acompanhar a saúde de seus bebês.
Os bebês cujas mães receberam a vacina contra a gripe apresentavam incidência de gripe 63% menor, ante o grupo de controle, e uma incidência 29% menor de doenças respiratórias acompanhadas de febre.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, apenas 13% das mulheres grávidas reportaram ter recebido vacinas contra a gripe na temporada da doença em 2006/7.
"Acredito que quando se tornar claro que imunizar a mãe também exerce efeito positivo sobre a saúde do bebê, pode surgir mais interesse em imunização materna", disse o Dr. Mark Steinhoff, o diretor científico do estudo e professor de pediatria na Universidade Johns Hopkins. "Trata-se de um caso claro de dois pelo preço de um: quando a mãe é imunizada, duas pessoas são protegidas".
O estudo em pequena escala foi financiado em parte por verbas oferecidas por duas empresas farmacêuticas.
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times