Estudo: bebês diferenciam canções alegres de tristes

11 de outubro de 2008 • 21h20 • atualizado às 22h51

Bebês com cinco meses de idade são capazes de distinguir músicas alegres, como a famosa "Ode to Joy" ("Hino à Alegria", na tradução em inglês) da 9ª sinfonia de Beethoven, das músicas tristes, informa um estudo publicado no site científico Live Science. Os resultados da pesquisa estão na última edição do jornal Infant Behavior and Development.

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Para sugerir que os bebês possuem essa percepção, os pesquisadores americanos criaram um teste musical com os pequenos, fazendo com que escutassem músicas de Beethoven e outras com tons mais compassados.

Quando os cientistas liberavam a canção triste, paravam-na e em seguida reiniciavam-na, os recém-nascidos adotavam uma postura facial emocionalmente neutra. No entanto, quando "Ode to Joy" era tocada os bebês apresentavam um considerável interesse, fitando os olhos por alguns segundos. Já com crianças de 9 meses, os cientistas identificaram que o resultado era exatamente o oposto e elas fixavam os olhos ao escutar as canções tristes.

Segundo o psicólogo Ross Flom, professor da Brigham Young University e autor do artigo, a pesquisa é um outro exemplo de como os bebês elaboram o sentido do mundo muito antes de começar a falar. "Uma das primeiras coisas que os recém-nascidos compreendem é a emoção e para eles a melodia é a mensagem", afirmou.

O que torna uma canção feliz?
A professora de música Susan Kenney, que não participou do estudo, analisou os resultados do ponto de vista musical, indicando algumas diferenças técnicas entre as músicas felizes e tristes que os bebês ouviram. "Nas canções alegres, encontramos frases curtas em uma cadência de ritmos mais rápida do que nas outras canções, além de terem uma orientação melodica para cima", explicou.

No caso das canções tristes, a melodia se caracteriza por uma batida lenta e longa. "É algo fascinante um bebê entender essas diferenças", finalizou.

Redação Terra
 
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