Já que tanto depende de uma espécie, seria de imaginar que os cientistas especializados em plantas soubessem tudo sobre ela. Mas certos aspectos do cacau, em especial sua diversidade genética, vêm sendo mal compreendidos. Há décadas os cientistas imaginavam que as populações pudessem ser classificadas em três grupos genéticos.
Um novo estudo na revista online de acesso aberto PLoS ONE altera essa forma de pensar. Uma equipe comandada por Juan Motomayor, com apoio da fábrica de chocolates Mars e do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos, estudou marcadores genéticos em mais de 1,2 mil amostras de cacau que representavam regiões geográficas de todo o mundo e descobriu que existem 10 núcleos genéticos, e não apenas três.
As constatações sugerem que a diversificação do cacau aconteceu na Amazônia, à medida que as árvores se separavam em função de antigas serras conhecidas como paleoarcos. Mas o estudo está longe de ser apenas um exercício acadêmico.
A nova classificação ajudará a administrar o estudo do cacau e a combater doenças capazes de prejudicar as árvores.
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times
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