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John Rogers, da Universidade do Illinois em Urbana-Champaign, e seus colegas desenvolveram um novo método para criar células solares ultrafinas que podem ser combinadas em conjuntos flexíveis, e mesmo parcialmente transparentes. Descrito em artigo na Nature Materials, o trabalho deles poderia ser conhecido como a abordagem do carimbo.
A técnica envolve criar uma série de "microbarras" de dimensões precisas em um bloco de silício de cristal único. Essas barras, que têm espessura de alguns micrômetros, influenciam as regiões que criam as junções p-n, a principal característica de uma célula fotovoltaica.
Por meio de um processo de gravação, as barras são gravadas de forma a que se possa extrai-las do restante do silício com o uso de um material emborrachado. Elas podem ser transferidas a um substrato de outro material, esse processo de transferência por impressão pode ser repetido muitas vezes para produzir uma célula. Uma grade metálica é sobreposta ao arranjo para fornecer as conexões elétricas requeridas.
Essa técnica pode permitir a fabricação de conjuntos de células solares com grande diversidade de características. Os pesquisadores dizem, por exemplo, que as técnicas poderiam ser impressas em folhas de plástico enroláveis, fáceis de transportar e de instalar. Ou, imprimindo as células em vidros de diferentes densidades, painéis solares poderiam ser incorporados a janelas com níveis específicos de transparência.
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times