Estudo: isolamento social faz as pessoas sentirem frio

27 de setembro de 2008 • 20h20 • atualizado às 20h20

Um estudo realizado por psicólogos da Universidade de Toronto, no Canadá, constatou que o isolamento social pode fazer com que as pessoas sintam frio. O estudo foi publicado na edição de setembro da revista Psychological Science.

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No estudo, os psicólogos Chen-Bo Zhong e Geoffrey Leonardelli, dividiram os participantes em dois grupos: um deles foi orientado a lembrar de momentos em que se sentiam excluídos socialmente e momentos em que eram rejeitados, enquanto o outro recordava momentos de bom convívio social.

Depois, os pesquisadores pediram a todos os participantes para estimar a temperatura da sala, dizendo que essa tarefa não estava relacionada com a atividade anterior.

Em geral, aqueles que tinham lembrado de momentos de isolamento sentiram mais frio, apesar da temperatura da sala ter se mantido constante durante todo o experimento.

Pessoas que tinham recordado sentimentos de hostilidade estimaram que a temperatura deveria ser em torno de 22ºC, em média. Os participantes que tinham lembrado de momentos de inclusão, sentiram a temperatura em torno de 26ºC. Segundo os pesquisadores, esta é uma diferença estatisticamente significativa.

"Nós achamos que a experiência da exclusão social literalmente faz com que as pessoas sintam frio", disse Zhong. "E pode ser por isso que as pessoas usam metáforas relacionadas com a temperatura para descrever a inclusão social e a exclusão", afirmou o pesquisador ao site Live Science.

Solidão e frio
Em um segundo experimento, os cientistas orientaram os voluntários a participar de uma brincadeira de computador que simulava um jogo de bola. Neste jogo, algumas pessoas receberam a bola com mais freqüência do que outras. O objetivo era fazer com que alguns voluntários se sentissem incluídos e outros excluídos.

Em seguida, os participantes tiveram de escolher entre diversos alimentos e bebidas, como café quente, bolachas, bebidas geladas, maçãs e sopa quente.

Os jogadores "excluídos" optaram na sua maioria por alimentos quentes, ao contrário daqueles que acabaram se sentindo socialmente aceitos. "É surpreendente que as pessoas tenham preferido mais alimentos quentes quando se sentiam socialmente excluídos", disse Leonardelli.

Os pesquisadores especulam que esta relação entre temperatura e inclusão social pode surgir ainda quando somos bebês. "Para uma criança, estar próximo de alguém significa calor, estar perto do calor e longe da frieza", disse Zhong.

Essa ligação continua ao longo da vida, pois quando alguém está em uma sala com muitas pessoas, a temperatura ambiente é percebida como mais quente do que quando se está em uma sala sozinho.

Redação Terra
 
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