Pesquisadores estudaram o tempo de sono de 2,978 mulheres, equipando-as com um actígrafo, um aparelho do tamanho de um relógio, usado no pulso, que mede períodos de atividade e inatividade. Depois, acompanharam as participantes por uma média de 12 meses, registrando o número de quedas que cada uma delas sofria. Os resultados foram publicados na edição de 9 de setembro da revista Archives of Internal Medicine.
Depois de considerar idade, massa corpórea, uso de álcool, medicamentos para induzir o sono e muitas outras variáveis, eles constataram que mulheres que dormem menos de cinco horas por noite tinham probabilidade 47% maior de sofrer duas quedas ou mais, no período do estudo, do que as mulheres que dormiam entre sete e oito horas.
As análises demonstraram que embora diversos fatores associados à falta de sono possam elevar o risco de quedas - depressão, problemas de passada ou equilíbrio-, esses fatores explicam parte do vínculo, mas não sua totalidade. A associação com um período de sono noturno mais curto continuou a ser um fator de risco independente.
"As pessoas acreditam que dormir menos é apenas um aspecto normal do envelhecimento", disse Katie Stone, diretora científica do estudo e pesquisadora do Instituto de Pesquisa do Centro Médico California Pacific. "Mas é necessário levar o fato ao conhecimento do médico. Existem opções de tratamento disponíveis".
Tradução: Paulo Migliacci
The New York Times